segunda-feira, 31 de maio de 2010

Proteção demais ?

Alguma vez na vida você já colocou todos os seus planos e desejos nas mãos de alguém. E não há nada de errado nisso, mas o “depois” pode ser um desastre. Se esse alguém que possui tudo de você se vai levando tudo que recebeu consigo, conseqüentemente, não te sobra nada. Sua vida fica vazia, seu futuro incerto, a estrada sem direção. Com o tempo, é claro, a própria estrada reencontra seu caminho ou, na maioria das vezes, encontra um novo caminho. As cores e o calor vão voltando aos poucos e você já é quase o mesmo. Mas, aquele pedaço que foi levado um dia, não volta jamais. Você pode entregar um novo pedaço desse coração reconstruído para um outro alguém (ou para a mesma pessoa, porque os rumos que a vida toma são incertos), entretanto, mesmo que inconscientemente, vai restar o medo de ser “roubado” novamente. Medo. Quantas coisas deixamos de fazer por medo? Quantos abraços deixaram de ser dados, quantos beijos apaixonados foram esquecidos sem terem acontecido, quanto pó se acumulou sobre sentimentos lindos que ficaram deixados nos subterrâneos do coração, tudo por medo? O medo é um instinto humano para proteção. Só não se deixe paralisar por esse desejo de proteção. Se você estiver sempre protegido dos perigos, significa que também está protegido dos sentimentos de conquista, de realização e, pode-se até dizer, do amor. E quem é que quer se proteger disso? Os sentimentos são contraditórios, o medo aflige e amar, é o melhor presente. Não se proteja disso.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

A dor que dói mais .

"Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando. Saudade é não saber.
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer."

(Martha Medeiros)

terça-feira, 25 de maio de 2010

Nós: nosso maior fardo .

“Vinde a mim todos vós”. É o chamado do Senhor nos tempos de hoje: “Vinde a mim todos vós”. Jesus está em todos os lugares, todas as cidades, caminhando por todas as ruas, batendo às portas todas, chegando a cada pessoa e a cada coração dizendo: “Vinde a mim todos vós”. Você está sendo chamado a se aproximar de Cristo.
Se você já é do Senhor, já é íntimo d’Ele, está sendo chamado para ser mais íntimo ainda. Sempre há lugar para maior intimidade. Se você está mais ou menos frio, tíbio, relaxado, o chamado do Senhor para você é urgente, é para agora: “Vinde a mim, vinde a mim, todos vós”. Principalmente se você está longe, afastado do Senhor.
O Senhor não está com o dedo levantado para acusá-lo, nem mesmo o chamando para castigá-lo ou jogar em seu rosto seus erros, seus pecados, suas faltas. Não! O Senhor o chama de volta porque Ele o ama. Ele não precisa de você, mas você precisa d’Ele. Por isso, Ele o está chamando de volta. Quanto mais afastado, mais longe estiver, maior o motivo que tem para voltar. E maior é o amor do Senhor que o quer de volta. Se você está próximo, mais ou menos ou muito longe do Senhor, revoltado, desanimado, volte!
É o Senhor dizendo a você: “Vinde a mim todos vós”. “Vinde a mim, todos vós que estais cansados sob o peso do fardo, e eu vos darei descanso” (Mateus 11,28). Às vezes, você pensa que o Senhor quer tratá-lo como “filhinho de papai”. Qualquer “dodói” que você tenha, pode chegar ao Senhor e Ele, um Superpai, irá tratá-lo como “superfilho” cuidando de seus “dodóis”… Não é isso! Deus não quer tratá-lo como “filhinho de papai”, mas como filho. Ele é um Pai cheio de amor, de misericórdia, mas quer tratar filhos como filhos justamente porque é Pai.
Quando Ele diz: “Todos vós que estais cansados sob o peso do fardo”, fala realmente do fardo desta vida. O fardo do mal, do pecado, da tentação, de mil misérias que encontramos em nós mesmos e também no mundo.

O maior fardo que tenho sou eu mesmo. Todos os vícios, pecados e más inclinações que tenho dentro de mim, o “homem velho” que sou obrigado a carregar. Com você também é assim. O maior fardo que você carrega é você mesmo: tem seu nome. Não é apenas um fardo exterior, é interior. Seu coração é mau e é do interior dele que vêm todos os males.
Por isso, o Senhor o chama: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados sob o peso do fardo, e eu vos darei descanso” (Mateus 11,28). Além de seu fardo pessoal e interior, você carrega o fardo deste mundo. Livre-se do jugo que pesa sobre você, o jugo do pecado e coloque em suas costas o jugo de Jesus Cristo.
Como o Senhor vai aliviá-lo? Simplesmente tirando seu fardo. O versículo 29 esclarece: “Tomai sobre vós o meu jugo e sede discípulos meus”. É uma questão de substituição. Troque seu fardo pessoal, do pecado, do mundo, pelo fardo de Jesus. Livre-se do jugo que pesa sobre você, o jugo do pecado, e coloque em suas costas o jugo de Jesus.
Jesus o afiança: “O meu jugo é fácil de carregar e o meu fardo é leve”. Pode fazer essa troca sem medo. Você vai sair ganhando. Não fique receoso! O Senhor vai livrá-lo de seu fardo do mal, de pecado e colocar sobre você Seu jugo: fardo leve, fácil. A verdade é que você vai ficar sem fardo.
Há muito cristão enganado pensando que, se for ao Senhor, vai ficar livre para fazer e pensar tudo o que quiser… ir a qualquer lugar… Não é assim. Pelo contrário, você precisa de um jugo, de rédeas. O jugo e as rédeas de Jesus vão levá-lo para a vida.
O jugo pessoal, do “homem velho”, do mundo, que parece ser muito suave, que dá ampla liberdade para se fazer o que há na cabeça, o que se quer, o que se bem entende, na verdade, leva à escravidão. Viver sem rédeas é uma verdadeira escravidão. Mas o fardo e as rédeas de Jesus o levam para a vida eterna. É isso que o Senhor quer."

(Trecho do livro “O Pão da Palavra – volume 1” de monsenhor Jonas Abib)

' Sick in the heart and in the soul..


I'm so sick of love songs, but why can't i turn off the radio ?

(Ne-yo)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Sumi .

"Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico mudo quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro antes, durante e depois de te encontrar. Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar. Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência, pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seu lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua desajeitada e irrefletida permanência."

(Martha Medeiros)